Todos os artigos de Fernando Pimenta

Hugo Alves e James Mellor no primeiro concerto de Jazz na Quinta das Alagoas!

No passado dia 7 de Novembro tivemos o privilégio de assistir ao concerto de Jazz na Quinta das Alagoas com Hugo Alves e James Mellor que interpretaram músicas originais de Hugo Alves (One Happy Morning, Pequenos Momentos, Dr. Fox, Finally the Call, Baldas e Fiascos, Djazzerto, 66 Exchange, Vento na Água) e também um original de James Mellor.

Agradecemos aos dois músicos o sentimento e a emoção que partilharam connosco!

 

A Quinta das Alagoas participou no VI Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza em Sagres

O VI Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza, que decorreu entre 1 e 4 de outubro, em Sagres, no concelho de Vila do Bispo, atraiu mais de 1000 participantes, provenientes de 20 países. Foram observadas 150 espécies de aves diferentes, um recorde face às edições anteriores. Este ano as aves não foram as únicas estrelas do evento.

O maior evento de natureza do país, promovido pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e pela Associação Almargem, excedeu as expetativas. Participaram nas 215 atividades, 1009 pessoas, provenientes de Portugal, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos da América, Suécia, Rússia, Alemanha, Holanda, França, Noruega, Suíça, Dinamarca, Polónia, Bélgica, Itália, Austrália, África do Sul, República Checa, Irlanda e Bielorrússia.

A Quinta das Alagoas participou em duas das atividades:

Observação da fotosfera solar | Observação da cromosfera solar, atividade durante a qual se respondeu a diversas perguntas: porque é que de dia o céu é azul, o pôr-do-sol é vermelho e à noite o céu é escuro; porque é que as nuvens são brancas; como é que os insectos e as aves utilizam a polarização da luz do céu para se orientarem e como o fazem  à noite. Conversou-se também sobre a física solar. Os participantes realizaram várias atividades práticas, nomeadamente com bussolas para a luz polarizada e observaram a fotosfera solar e manchas solares por projecção e a cromosfera solar através de um telescópio solar.

Pôr-do-Sol Megalítico | Iluminado Passeio Noturno | Histórias Astronómicas | Tiborna, Passeio noturno no roteiro megalítico da Pedra Escorregadia, conduzido pelo arqueólogo Ricardo Soares (Câmara Municipal de Vila do Bispo), pela guia de natureza Carla Cabrita (Walkin’Sagres) e por Fernando Pimenta (Quinta das Alagoas). Ao longo do percurso foram transmitidas diversas informações acerca do megalitismo menírico e das remotas culturas responsáveis pela monumentalização destas paisagens na Pré-história. As decorações inscritas nos menires foram observadas pela técnica de luz dirigida, reveladora de segredos que a luz do dia dificilmente permite vislumbrar. A relação dos menires com a astronomia também foi abordada, bem como alguns aspetos do coberto vegetal envolvente. O passeio terminou com uma tiborna, acompanhada de chás aromáticos, uma saborosa tradição regional preparada pela Família Pedro.

A Quinta das Alagoas participou na 1ª Maratona Astro-Arqueológica nos Menires de Vila do Bispo

No passado domingo, dia 27 de setembro, Vila do Bispo revelou-se como uma autêntica e muito especial sede de reunião dos amantes da arqueoastronomia. Entre as 15:00 e as 05:00 horas, já pela madrugada do dia 28, mais de 150 pessoas, em particular algumas dezenas de crianças acompanhadas pelas respetivas famílias, aderiram ao vasto programa da nossa 1.ª ‘Maratona Astro-Arqueológica nos Menires de Vila do Bispo, iniciativa organizada pela Câmara Municipal e integrada no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2015.

Na verdade, o dia começou bem cedo, pelas 07:30 horas, com a observação e registo do nascimento do sol junto de alguns menires em Hortas do Tabual.

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(Foto de Ricardo Soares)

Às 15:00 horas, o Centro de Interpretação de Vila do Bispo abriu portas para a apresentação de alguns resultados do projeto de investigação ‘ArqueoAstronomia Paisagística no Megalitismo Menírico de Vila do Bispo vs interfluvial Bensafrim-Odiáxere’ e contextualização do simbolismo das luas cheias equinociais, em particular, da sequência astronómica: Equinócio de Outono – Lua Cheia de Outono – Eclipse Total da Lua.

(Fotos de Carla Salvador)

A segunda etapa do programa levou-nos de volta a Hortas do Tabual, onde, pelas 19:11 horas, tivemos oportunidade de assistir ao nascimento da lua cheia do outono (uma super lua vermelha!) e ao pôr-do-sol equinocial, às 19:23 horas, associando-se estes eventos celestes a possíveis alinhamentos megalíticos/paisagísticos nas imediações – Aspradantas, Lomba da Goia, Ponta da Atalaia…

(Fotos de Ricardo Soares)

Entre as 21:30 e as 02:00 horas da madrugada, as largas dezenas de pessoas que convergiram para o Roteiro Megalítico da Pedra Escorregadia – Monte dos Amantes – Cerro do Camacho foram divididas em grupos para assim realizarem, na aventura da noite, uma caminhada guiada por Ricardo Soares. Ao longo do percurso, os exploradores foram convidados a descobrir, com recurso a luz dirigida, algumas das decorações simbólicas inscritas nos menires, e a refletir sobre diversos conteúdos arqueológicos relativos às comunidades pré-históricas responsáveis pelo impar empreendimento megalítico ainda hoje presente naquelas paisagens.

Por seu turno e em paralelo, Fernando Pimenta montou, junto de alguns menires na base do Cerro do Camacho, um verdadeiro arsenal ótico composto por 3 potentes telescópios, através dos quais os participantes tiveram a oportunidade de melhor observar o incrível fenómeno astronómico que se desenvolveu entre as 2:07 e as 4:23 horas da madrugada – o eclipse total da lua.

(Fotos de Carla Salvador)

As observações astronómicas foram enriquecidas com várias histórias cativantemente contadas por Fernando Pimenta – um incrível e intemporal teatro mitológico projetado no imenso palco celeste.

De referir que todas as atividades propostas nesta iniciativa, partilhada entre a Câmara Municipal de Vila do Bispo e o Engenheiro Fernando Pimenta, foram gratuitas e entusiasticamente participadas pela comunidade local e regional (Aljezur, Lagos, Portimão, Faro, São Brás de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António), bem como por diversos interessados oriundos de outras regiões de Portugal e do estrangeiro.

Concerto de Solidariedade: um espantoso momento musical na Quinta das Alagoas

No passado dia 30 de Setembro realizou-se na Quinta das Alagoas um Concerto de Solidariedade cuja receita foi a favor da Misericórdia de Lagos.

A Quinta das Alagoas agradece aos músicos pelo espantoso momento musical que nos ofereceram!

Na primeira parte foram tocadas obras de Georg Philipp Telemann, Camille Saint-Saëns, Yann Tiersen, Herman Clebanoff e Max von Weinziert, com interpretação de João Pedro Cunha (Violino), João Paulo Cunha, Marta Santos e Pedro Sá (Violas d’arco) e Carme Juncadella (Teclado).

Na segunda parte foram tocadas obras de Fernando Sor, Francisco Tarrega e Garcia-Lorca, com interpretação de Paulo Galvão (Guitarra clássica) e pela soprano Joana Godinho.

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As aves de rapina juvenis e as torres dos parques eólicos

Um dos trabalhos do nosso amigo biólogo Ricardo e dos seus colegas de equipa é a identificação e protecção das aves de rapina juvenis que, em especial no outono, durante a primeira migração para sul, povoam a zona de Sagres.

Em caso de perigo o despacho da empresa operadora do parque eólico é alertado por comunicação prioritária e as torres são paradas enquanto as aves permanecerem em risco.

No passado dia 13 de Setembro fizemos-lhe companhia durante algum do seu tempo de turno num dos postos de observação e avistamos uma águia calçada!

Os nossos hóspedes amantes de aves adoram ficar aqui porque de manhã podem observar das janelas dos quartos vários passariformes e, um pouco mais tarde, quando as correntes térmicas garantem já uma boa sustentação, as aves de rapina pairam no ar deixando-se ver com facilidade e proximidade: águias calçadas, águias cobreiras, falcões peregrinos, etc.

Várias vezes observamos ao fim da tarde várias cenas de caça na quinta com mergulhos picados sobre as presas!

 

 

Apanha dos figos e almeixar na Quinta das Alagoas

Desde meados de Agosto que temos andado na apanha do figo e por isso não temos tido muito tempo para dar notícias.

Cestos com figos

Durante a apanha colocamos em diferentes recipientes os figos conforme o seu tipo: os mais maduros vão para um lado, os ainda verdes para outro e separamos ainda os bicados pelos pássaros que são bons para pasta de figo.

Depois de apanhados os figos foram colocados nas esteiras de funcho, feitas por nós e pelo sr. Adelino. Embora tradicionalmente as esteiras fossem enroladas à noite e desenroladas de manhã, optamos por cobrir os figos todas as noites com cartão e plástico para os proteger das branduras (termo usado por aqui para designar as humidades noturnas), por não termos mão-de-obra.

De manhã foram destapados, virados e também separados pelos diversos estados de maturação.

Entretanto se não fosse a ajuda da nossa neta o que seria das flores da horta, com toda a gente ocupada com os figos?!

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*Designa-se por Almeixar o conjunto das esteiras com figos a secar.

 

Piazolla, Galliano e Fancelli interpretados por Francisco Monteiro, com a participação de Sérgio Timkiv

O último concerto de Verão, “Às quartas na Quinta”, na Quinta das Alagoas, trouxe-nos os sabores do tango argentino condimentados com aromas jazzísticos numa excelente interpretação cheia de juventude de Francisco Monteiro e Sérgio Timkiv.

Apesar de ter apenas 16 anos de idade, Francisco Monteiro revelou não só os dotes e qualidades já demonstradas e que o levaram, nomeadamente, à final do concurso “Portugal Got Talent”, mas também uma grande sensibilidad, particularmente na forma extraordinária como interpretou “Revelation”, a peça final do concerto da autoria do compositor Sergei Voytenko.

No final do concerto, como já é habitual, provamos diversos produtos da Quinta, uma selecção de queijos de Serpa, acompanhados de vinho tinto jovem “Duas Quintas”, do Douro e vinho branco envelhecido “Esporão Private Selection”, do Alentejo.

 

 

Quinta das Alagoas na ARTE DOCE / 2015

Território: doces e doceiras foi um talk show gastronómico que abordou assuntos relacionados com o território de Lagos, com foco na actividade das doceiras, dos doces e da produção agrícola.

A sessão foi conduzida por Jorge Rocha e contou com a participação da doceira Andreia Gomes (Barão Doce)  e de Barbara Pimenta (Quinta das Alagoas).

Durante o evento foi mostrado o processo de fabrico das esteiras de funcho e de cana utilizadas para a secagem dos figos e houve uma animada participação do público.

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Organizado no âmbito da Feira Concurso ARTE DOCE / 2015 que este ano teve como tema “Lagos: Memórias da Cidade” e que decorreu entre os dias 24 e 26 de Julho, no Pavilhão Municipal de Lagos, a actividade teve lugar no dia 26 de Julho pelas 20h30 e foi transmitida em directo no site www.palato.org, e ao público físico e virtual foi dada a possibilidade de intervir e participar no debate.

Território é um projecto do PALATO promovido pela RIZOMA LAB e organizado em Lagos em parceria com a Câmara Municipal de Lagos.

O PALATO é uma plataforma que conecta projetos de criação artística e científica nos domínios da Arte, da Gastronomia e do Património.

Explosão de cordas na Quinta das Alagoas

Depois de termos celebrado há um mês o início do Verão na noite de S. João com a música medieval e mediterrânica do Ensemble Med, festejamos o primeiro terço do Verão com uma explosão de cordas!

Nada menos do que 20 alunos da 8ª edição do Estágio Internacional de Cordas da Academia de Música de Lagos, à qual agradecemos, mostraram o seu talento em 8 peças que nos encantaram.

O concerto começou com uma peça de Vivaldi pelos mais jovens alunos, continuou com a professora Sunita Mamtani e os alunos interpretando J. Hetfield e L. Ulrich, um dueto de viola de arco com o professor Paul Wakabayashi e Catarina Olaio (Bach), cinco cordas mais a solista Mariana Viegas (Bach) ao qual se seguiu uma verdadeira procissão de violoncelos e contrabaixo, com o professor Paulo Gaio Lima e os solistas Marco Madeira, Joana Rosa e António Bento interpretando obras de Vivaldi, Shostakovich e M. Falla. O nosso pequeno palco teve de ser aumentado para poder acomodar 6 violoncelos mas fomos amplamente recompensados, por toda a produção musical e o final apoteótico com a Dança Ritual do Fogo.

Queríamos agradecer a todos os professores e em particular ao professor João Pedro Cunha pela impecável orquestração com que os vários ensembles se sucederam em palco sempre sob o seu olhar terno e atento.

Continuamos assim a promessa de um concerto mensal na Quinta das Alagoas num conceito de grande proximidade e comunhão entre os músicos e o público.
No final do espectáculo houve uma prova de vinhos e mimos gastronómicos portugueses. Quisemos juntar a um festival de cordas cheio de juventude, um festival de sabores mais maduros.

Provamos um queijo de Serpa de longa cura e pasta dura, feito com leite cru de ovelhas e pastos do produtor, cardo e sal. Este queijo tão excepcional foi acompanhado por um grande branco especial, também alentejano, com estágio em madeira, encorpado, com volume e acidez suficiente para trabalhar a gordura do queijo.

Prova

Para quem não aprecia o branco ou quis continuar com outra companhia para o presunto, os figos e as frutas, tivemos duas escolhas de tintos jovens do Douro, frutados, sem estágio em madeira, não muito alcoólicos e boa acidez, que também acompanharam bem o queijo de Serpa. Um deles, o Papa-figos, escolhemo-lo por razões sentimentais, pois lembra o pássaro que em breve deixará o Douro vinhateiro, onde chegou na Primavera, para estagiar no Algarve no final do Verão, antes de partir para África.

Quem sabe? Talvez os Papa-figos nos façam companhia aqui, num próximo festival de figos…

Queijo: Queijo de Ovelha Curado, Envelhecido, da Queijaria Artesanal do Almocreva (edição limitada), lote fabricado em Maio de 2014.

Vinho Branco: Esporão Private Selection 2013, Esporão (Alentejo)

Vinhos Tintos: Quinta dos Arciprestes, Real Companhia Velha, (Douro) e Papa Figos, Sogrape, (Douro), ambos de 2013